Governança de IA na prática
Como fazer um inventário de sistemas de IA em uma instituição de saúde
Um inventário de IA é o registro dos sistemas de inteligência artificial utilizados por uma instituição, com informações suficientes para entender onde são usados, para quê, por quem e com quais riscos. Ele inclui usos assistenciais, administrativos e operacionais, tanto em ferramentas contratadas quanto em sistemas desenvolvidos pela própria instituição.
Por onde começar
- Identifique o uso real. Consulte as áreas assistenciais, administrativas e de tecnologia. Inclua sistemas que já incorporam IA, mesmo quando ela não aparece no nome do produto.
- Registre a finalidade. Para cada sistema, descreva o que ele faz e em qual processo é utilizado. “Apoia a análise de imagens” é mais útil para a governança do que registrar apenas o nome comercial.
- Identifique a origem e o contexto. Registre o fornecedor ou indique que se trata de IA própria, além da área e da categoria de aplicação. Isso permite localizar responsáveis e avaliar o sistema no contexto em que é usado.
- Descreva sua influência. O sistema influencia decisões clínicas? Existe supervisão humana? Qual é seu nível de autonomia? Essas respostas ajudam a distinguir usos que exigem formas diferentes de avaliação e acompanhamento.
- Mantenha o registro vivo. O inventário deve permitir acompanhar a avaliação de risco, a situação de cada sistema e a data da última avaliação. Um sistema que mudou de finalidade ou de forma de uso precisa ser revisto.
Do levantamento à governança contínua
Uma planilha pode ajudar no levantamento inicial. O desafio é manter o inventário atualizado e ligado às avaliações de risco, aos responsáveis, às decisões e ao acompanhamento de cada sistema.
Na MedGovernance, o cadastro reúne identificação, fornecedor ou origem própria, tipo de uso, finalidade, área, influência sobre decisões clínicas, supervisão humana e nível de autonomia. A plataforma conecta esse registro à avaliação de risco e à situação do sistema em um inventário consolidado, com histórico e rastreabilidade.
Assim, o inventário deixa de ser uma lista feita uma vez e passa a sustentar a governança contínua da IA. Ele não aprova uma ferramenta por si só; dá à instituição visibilidade para avaliar, decidir e monitorar seu uso com responsabilidades definidas.
Leia também: Como a MedGovernance classifica riscos e conheça a plataforma.
Fonte normativa: Resolução CFM nº 2.454/2026, especialmente os arts. 12 a 14, para sistemas de IA abrangidos pela norma.
Sobre este conteúdo
Este conteúdo foi desenvolvido com base em experiência prática em operação hospitalar, medicina e gestão da qualidade.
Continuar
Se esse cenário faz sentido no seu hospital, vale entender como estruturar isso na prática.
Conheça a MedGovernance.
Agendar conversa