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    Governança de IA na prática

    Como fazer um inventário de sistemas de IA em uma instituição de saúde

    Um inventário de IA é o registro dos sistemas de inteligência artificial utilizados por uma instituição, com informações suficientes para entender onde são usados, para quê, por quem e com quais riscos. Ele inclui usos assistenciais, administrativos e operacionais, tanto em ferramentas contratadas quanto em sistemas desenvolvidos pela própria instituição.

    Por onde começar

    1. Identifique o uso real. Consulte as áreas assistenciais, administrativas e de tecnologia. Inclua sistemas que já incorporam IA, mesmo quando ela não aparece no nome do produto.
    2. Registre a finalidade. Para cada sistema, descreva o que ele faz e em qual processo é utilizado. “Apoia a análise de imagens” é mais útil para a governança do que registrar apenas o nome comercial.
    3. Identifique a origem e o contexto. Registre o fornecedor ou indique que se trata de IA própria, além da área e da categoria de aplicação. Isso permite localizar responsáveis e avaliar o sistema no contexto em que é usado.
    4. Descreva sua influência. O sistema influencia decisões clínicas? Existe supervisão humana? Qual é seu nível de autonomia? Essas respostas ajudam a distinguir usos que exigem formas diferentes de avaliação e acompanhamento.
    5. Mantenha o registro vivo. O inventário deve permitir acompanhar a avaliação de risco, a situação de cada sistema e a data da última avaliação. Um sistema que mudou de finalidade ou de forma de uso precisa ser revisto.

    Do levantamento à governança contínua

    Uma planilha pode ajudar no levantamento inicial. O desafio é manter o inventário atualizado e ligado às avaliações de risco, aos responsáveis, às decisões e ao acompanhamento de cada sistema.

    Na MedGovernance, o cadastro reúne identificação, fornecedor ou origem própria, tipo de uso, finalidade, área, influência sobre decisões clínicas, supervisão humana e nível de autonomia. A plataforma conecta esse registro à avaliação de risco e à situação do sistema em um inventário consolidado, com histórico e rastreabilidade.

    Assim, o inventário deixa de ser uma lista feita uma vez e passa a sustentar a governança contínua da IA. Ele não aprova uma ferramenta por si só; dá à instituição visibilidade para avaliar, decidir e monitorar seu uso com responsabilidades definidas.

    Leia também: Como a MedGovernance classifica riscos e conheça a plataforma.

    Fonte normativa: Resolução CFM nº 2.454/2026, especialmente os arts. 12 a 14, para sistemas de IA abrangidos pela norma.

    Sobre este conteúdo

    Este conteúdo foi desenvolvido com base em experiência prática em operação hospitalar, medicina e gestão da qualidade.

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    Se esse cenário faz sentido no seu hospital, vale entender como estruturar isso na prática.

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